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Haddad propõe agência antifacção para combater Comando Vermelho em SP

Haddad propõe agência antifacção para combater Comando Vermelho em SP
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Compromisso contra o Comando Vermelho na campanha

Durante visita a bairros da Zona Sul da capital paulista nesta quarta-feira (30), o candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, reiterou seu compromisso no combate ao Comando Vermelho e apresentou propostas concretas para enfrentar a infiltração de organizações criminosas em cidades do estado. A agenda incluiu passagem por regiões estratégicas e encontros com eleitores em áreas vulneráveis.

O candidato petista chegou à Cidade Dutra por volta das 11h30 para uma carreata, onde conversou com jornalistas sobre as medidas que pretende implementar caso seja eleito. Segundo Haddad, a estratégia principal para combater o Comando Vermelho envolve a criação de uma estrutura inovadora de segurança pública que integre diferentes órgãos federais.

Proposta de agência antifacção em parceria com órgãos federais

Haddad apresentou detalhes sobre seu plano de combater o Comando Vermelho através de uma agência antifacção que funcionaria em colaboração com a Polícia Federal e a Receita Federal. O candidato utilizou como referência a Operação Carbono Oculto, descrita como a maior operação de combate à corrupção da história, indicando o modelo que deseja replicar no combate às organizações criminosas.

"A agência antifacção que eu pretendo montar, tendo como referência a Operação Carbono Oculto, a maior operação de combate à corrupção da história, acho que é o caminho pra gente integrar as forças de segurança do país, sem 'Fla-Flu'", declarou Haddad aos jornalistas. A proposta busca eliminar rivalidades administrativas e garantir uma ação coordenada entre instituições federais e estaduais.

Trajetória pela Zona Sul e visita a áreas vulneráveis

A carreata iniciada em Cidade Dutra percorreu importantes regiões da Zona Sul da capital. O trajeto passou por Interlagos, Capela do Socorro e Grajaú, já no extremo da zona sul. Durante o percurso, Haddad manteve contato direto com os eleitores, realizando paradas para fotografias, acenando para transeuntes e cumprimentando pessoas que se aproximavam do carro de som.

Após o almoço, o candidato dirigiu-se para o Jardim Ângela e o Capão Redondo, dois dos distritos identificados como mais vulneráveis da cidade, segundo o último Mapa da Desigualdade, divulgado pela Rede Nossa São Paulo. A escolha de visitar essas localidades reforça o foco de campanha em regiões que enfrentam maiores desafios sociais.

Contexto anterior: debate sobre segurança pública

A ênfase de Haddad no combate ao Comando Vermelho não é nova na campanha. O candidato petista já havia abordado esse tema durante o debate realizado na terça-feira (29), quando também mencionou a entrada dessa organização no interior do estado e a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em instituições públicas. Essas questões relacionadas à segurança constituem pautas centrais de sua campanha.

O candidato também sinalizou que nos próximos dias pretende concentrar sua agenda em localidades que ainda não visitou durante a campanha eleitoral, buscando ampliar o alcance de sua mensagem junto aos diferentes grupos de eleitores do estado.

Cenário eleitoral e dados de pesquisa

A campanha de Haddad ocorre em um contexto de competição acirrada pela governança de São Paulo. De acordo com pesquisa Quaest divulgada na terça-feira (29), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, aparece com 44% de intenção de voto, enquanto Fernando Haddad (PT) registra 24%, apresentando queda em relação à pesquisa anterior.

A Quaest ouviu 1.800 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 25 e 28 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é SP-01590/2026. Os dados completos da pesquisa estimulada mostram ainda Vera Lúcia (PSTU) com 1%, Vivian Mendes (UP) com 1%, Izadora Dias (PCO) com 1%, e Carlos Machado (PCB) com 1%. O percentual de indecisos ficou em 16%, enquanto branco, nulo e não vai votar somaram 12%.

Reta final da campanha antes do primeiro turno

A quatro dias do primeiro turno das eleições, a campanha de Haddad se intensifica com visitas a regiões estratégicas do estado. A escolha de focar em áreas de vulnerabilidade social e em temas de segurança pública reflete a estratégia do candidato petista para conquistar apoio eleitoral nessa fase final da disputa pela governança de São Paulo. As propostas relacionadas ao combate do Comando Vermelho e a outras organizações criminosas continuam sendo centrais na narrativa de campanha de Haddad.

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