Aceitação de homossexualidade cai para 72% no Brasil, revela Datafolha

Aceitação de homossexualidade registra declínio em pesquisa nacional
A aceitação de homossexualidade no Brasil apresentou retração significativa segundo nova pesquisa Datafolha divulgada recentemente. O índice caiu de 79% em 2022 para 72% em 2026, representando uma redução de sete pontos percentuais em apenas quatro anos. Apesar dessa diminuição, a aceitação de homossexualidade mantém-se em patamar majoritário entre os brasileiros, indicando que mais de sete em cada dez cidadãos concordam que essa orientação deve ser aceita pela sociedade.
Os dados fazem parte de um levantamento mais amplo sobre a matriz ideológica brasileira, realizado presencialmente com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais, distribuídos em 139 municípios nacionais. A coleta de informações ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, com nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.
Evolução histórica da aceitação no Brasil
Quando analisada a série histórica compilada pelo instituto, a aceitação de homossexualidade apresenta oscilações importantes. Em 2013, o índice era de 67%, evoluindo para 64% em 2014, antes de subir para 74% em 2017. O pico foi registrado em 2022, com 79% de concordância, sendo seguido pela queda atual para 72%. Esse padrão sugere que, embora haja flutuações periódicas, o apoio permanece acima dos primeiros registros documentados pela instituição.
Posicionamentos contrários e indecisos
Simultaneamente ao recuo na aceitação de homossexualidade, aumentou a proporção de brasileiros que defendem o desencorajamento dessa orientação. Em 2022, 15% dos entrevistados apoiavam essa posição, número que cresceu para 20% em 2026. Outros 8% dos participantes optaram por não responder à questão, revelando certa indefinição em relação ao tema.
Variações conforme perfil religioso
A pesquisa demonstra que a religião exerce influência relevante nas posições sobre aceitação de homossexualidade. Entre católicos, 75% concordam que essa orientação deve ser aceita pela sociedade, enquanto 18% defendem seu desencorajamento. O cenário muda substancialmente entre evangélicos, onde apenas 61% apoiam a aceitação, e 29% argumentam que deveria ser desencorajada, refletindo visões mais conservadoras predominantes em segmentos dessa comunidade religiosa.
Diferenças de gênero observadas
A análise por gênero revela discrepâncias notáveis na aceitação de homossexualidade. Mulheres apresentam maior apoio ao tema, com 76% concordando que a orientação deve ser aceita socialmente, enquanto 16% defendem seu desencorajamento. Entre homens, o índice de aceitação reduz para 69%, e a rejeição aumenta para 24%, demonstrando maior resistência a essa perspectiva entre eleitores do sexo masculino.
Distinções por preferência política
A intenção de voto também marca diferenças importantes na aceitação de homossexualidade entre brasileiros. Eleitores que apoiam Lula apresentam o maior índice de apoio, com 81% concordando que a orientação deve ser aceita por toda a sociedade, enquanto apenas 14% defendem seu desencorajamento. Em contraste, entre simpatizantes de Flávio Bolsonaro, 65% apoiam a aceitação e 26% argumentam pelo desencorajamento, refletindo o alinhamento ideológico como fator significativo nas posições sobre o assunto.
Contexto do estudo e metodologia
A investigação sobre aceitação de homossexualidade integra um eixo mais amplo focado em comportamento social, que também monitora percepções públicas sobre temas como drogas, armas, pobreza e segurança. Esse monitoramento contínuo permite que o instituto identifique tendências nas atitudes brasileiras frente a questões fundamentais de convivência social. A abrangência geográfica e o rigor metodológico conferem credibilidade aos achados apresentados, oferecendo base sólida para compreender como brasileiros avaliam a aceitação de homossexualidade em seu contexto atual.
