Uma viagem pela história da Academia e as estatuetas que ficaram no passado
Desde a sua criação em 1929, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas tem sido responsável por premiar os melhores filmes, diretores, atores e atrizes do ano. A cerimônia do Oscar, como é popularmente conhecida, é um evento de prestígio e glamour que atrai a atenção de milhões de pessoas ao redor do mundo. Mas você sabia que as estatuetas que hoje são tão cobiçadas pelos artistas de Hollywood nem sempre foram as mesmas? Nesta viagem pela história da Academia, vamos conhecer as estatuetas que ficaram no passado e como elas contribuíram para a evolução do prêmio mais importante do cinema.
A primeira cerimônia do Oscar foi realizada em 16 de maio de 1929, no Roosevelt Hotel, em Los Angeles. Na época, o prêmio ainda não tinha o nome de “Oscar” e foi chamado de “Academy Award of Merit”. As estatuetas eram feitas de bronze banhado a ouro e tinham cerca de 34 centímetros de altura. No total, foram entregues 15 estatuetas naquela noite, sendo que a primeira foi para o filme “Wings”, na categoria de Melhor Filme.
Porém, foi somente na terceira cerimônia, em 1930, que a estatueta recebeu oficialmente o nome de “Oscar”. A história conta que a secretária executiva da Academia, Margaret Herrick, ao ver a estatueta pela primeira vez, exclamou: “Parece com o meu tio Oscar!”. Desde então, o apelido pegou e se tornou oficial.
Ao longo dos anos, a estatueta passou por algumas mudanças. Em 1930, ela foi levemente modificada para ter uma base mais sólida. Já em 1934, a estatueta foi redesenhada pelo escultor George Stanley, que criou a figura do homem nu segurando uma espada sobre um rolo de filme. Essa é a mesma estatueta que conhecemos até hoje.
No entanto, durante a Segunda Guerra Mundial, as estatuetas foram feitas de gesso, pois o metal era escasso devido ao esforço de guerra. Os vencedores recebiam a estatueta de gesso e, após a guerra, podiam trocá-la por uma de metal. Essas estatuetas de gesso são conhecidas como “Oscar de guerra” e são consideradas raridades pelos colecionadores.
Em 1950, a estatueta passou por outra mudança significativa. Ela foi remodelada pelo escultor e designer de produção Cedric Gibbons, que adicionou uma base de mármore preto e uma placa de metal com o nome do vencedor e da categoria. Essa é a versão que conhecemos até hoje e que se tornou um símbolo de prestígio e reconhecimento no mundo do cinema.
Mas, apesar de todas as mudanças, uma estatueta ficou para trás na história da Academia. Em 1935, a categoria de Melhor Coreografia foi incluída no Oscar e o vencedor, Dave Gould, recebeu uma estatueta diferente das demais. A estatueta era uma bailarina de bronze segurando um disco, representando o movimento e a arte da dança. Infelizmente, essa categoria foi descontinuada em 1938 e a estatueta de bailarina nunca mais foi entregue.
Outra estatueta que ficou no passado é a de Melhor História Original, que foi entregue apenas em 1957 e 1958. Essa categoria premiava os roteiros originais e o vencedor recebia uma estatueta diferente, com um pergaminho em relevo. Porém, em 1959






