Nos últimos anos, a guerra comercial de Donald Trump tem sido um assunto de grande preocupação e incerteza para os mercados financeiros. As medidas protecionistas e as ameaças de tarifas impostas pelo presidente americano causaram uma onda de instabilidade e volatilidade nos mercados globais. No entanto, apesar deste cenário inicialmente turbulento, os mercados têm vindo a subir de forma constante, trazendo alívio e otimismo para investidores e analistas.
Desde o início de 2018, quando Trump anunciou a imposição de tarifas sobre o aço e o alumínio importados, os mercados financeiros entraram em um período de incerteza. Os investidores temiam uma possível guerra comercial entre os Estados Unidos e seus principais parceiros comerciais, como China, Canadá e México. Essa incerteza afetou diretamente os mercados de ações, com quedas significativas nos índices acionários em todo o mundo.
No entanto, à medida que os meses foram passando, os mercados começaram a se adaptar à nova realidade e a reagir de forma mais positiva às medidas de Trump. Em julho de 2018, o presidente americano e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, chegaram a um acordo para evitar uma escalada de tarifas entre os dois blocos econômicos. Isso trouxe um alívio imediato para os mercados e marcou o início de uma tendência de recuperação.
Desde então, os mercados têm apresentado um desempenho positivo constante, com os principais índices acionários atingindo níveis recordes. Em 2019, a guerra comercial de Trump atingiu seu auge, com a imposição de tarifas sobre centenas de bilhões de dólares em produtos chineses. No entanto, mesmo diante desse cenário, os mercados continuaram a subir, demonstrando resiliência e confiança na economia global.
Uma das principais razões para essa recuperação é a postura do Federal Reserve, o banco central americano. Em um esforço para estimular a economia e minimizar os efeitos da guerra comercial, o Fed tem mantido uma postura acomodatícia, reduzindo as taxas de juros e injetando liquidez no mercado. Isso tem sido fundamental para manter a economia americana em um caminho de crescimento, mesmo diante das turbulências comerciais.
Além disso, os mercados também têm sido impulsionados pelos resultados positivos das empresas. Apesar das incertezas trazidas pela guerra comercial, muitas empresas têm reportado lucros sólidos e superado as expectativas dos analistas. Isso tem contribuído para manter o otimismo dos investidores e sustentar a alta dos mercados.
Outro fator importante é a perspectiva de um acordo comercial entre os Estados Unidos e a China. Depois de mais de um ano de negociações e escalada de tarifas, os dois países finalmente chegaram a um acordo de “fase um” em dezembro de 2019. Isso inclui a redução de algumas tarifas e um compromisso da China em aumentar suas compras de produtos americanos. Embora ainda haja questões pendentes a serem resolvidas, esse acordo trouxe um alívio significativo para os mercados e aumentou a expectativa de que a guerra comercial possa chegar ao fim em breve.
É importante ressaltar que, apesar da recuperação dos mercados, ainda existem riscos e incertezas em relação à guerra comercial. A possibilidade de uma nova escalada de tarifas ou a falta de progresso nas negociações podem afetar negativamente os mercados. No entanto, a tendência atual é de que os mercados continuem a se recuperar e se adaptar às mud






