No leilão de Bilhetes do Tesouro a 12 meses realizado na quarta-feira (10/03) pelo IGCP (Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública), Portugal obteve um resultado positivo ao conseguir colocar 1,25 mil milhões de euros em nova dívida a um ano com uma yield (taxa de retorno) de 2,026%.
Este leilão é visto como um indicador importante do mercado financeiro e da confiança dos investidores na economia portuguesa. E os resultados desta quarta-feira são um sinal de que Portugal continua a ser uma opção atraente para os investidores, mesmo em meio à pandemia da COVID-19.
A yield obtida foi inferior à do último leilão de Bilhetes do Tesouro a 12 meses, realizado em fevereiro deste ano, que foi de 2,033%. Isso mostra que os investidores estão dispostos a aceitar uma taxa de retorno ligeiramente menor para investir em dívida portuguesa.
A procura pelos Bilhetes do Tesouro a 12 meses também foi expressiva, atingindo um total de 2,26 mil milhões de euros, o que representa uma taxa de cobertura de 1,8 vezes. Isso significa que a procura pelos títulos foi quase o dobro da oferta disponível.
Este resultado é ainda mais significativo se considerarmos que a taxa de juro de referência do Banco Central Europeu (BCE) está atualmente em -0,5%, o que significa que os investidores estão a aceitar uma yield positiva para investir em dívida portuguesa. Isso demonstra a confiança no país e na sua capacidade de cumprir as suas obrigações financeiras.
Além disso, esta é a primeira vez que Portugal emite dívida a um ano com uma yield positiva desde março de 2020, antes do início da pandemia. Isso mostra que o país está a recuperar gradualmente da crise económica causada pela COVID-19 e que os investidores estão otimistas em relação ao futuro.
O sucesso deste leilão também é uma prova da gestão responsável da dívida pública pelo IGCP. A agência tem conseguido manter os custos de financiamento do país em níveis historicamente baixos, o que é fundamental para garantir a sustentabilidade das contas públicas e a estabilidade financeira.
Além disso, a emissão de dívida a um ano é uma estratégia importante para diversificar o perfil da dívida portuguesa. Ao emitir títulos com diferentes prazos, o país reduz o risco de refinanciamento e melhora a sua capacidade de enfrentar eventuais choques no mercado financeiro.
Este resultado positivo do leilão de Bilhetes do Tesouro a 12 meses também é um reflexo da confiança dos investidores na recuperação da economia portuguesa. Apesar dos desafios enfrentados nos últimos meses, Portugal tem mostrado resiliência e capacidade de adaptação, o que tem sido reconhecido pelos mercados financeiros.
A taxa de desemprego em Portugal tem vindo a diminuir, a atividade económica está a recuperar e as exportações continuam a ser um dos motores da economia. Além disso, o país tem recebido apoio financeiro da União Europeia para enfrentar a crise e impulsionar a sua recuperação.
Este cenário positivo também se reflete na evolução da dívida pública portuguesa. De acordo com dados do Banco de Portugal, a dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 133,6% em 2019 para 130,6% em 2020. E as previsões apontam para uma redução ainda maior nos próximos anos.
Em resumo, o leilão de Bilhetes do Tesouro a 12 meses






