A paraescalada é uma modalidade esportiva que tem ganhado cada vez mais destaque no cenário mundial. E a participação brasileira na etapa de Laval, na França, da Copa do Mundo da modalidade, comprovou o talento e a força dos nossos atletas. Com dois pódios conquistados, o Brasil mostrou que está entre os melhores do mundo na paraescalada.
No último domingo (26), o paranaense Eduardo Schaus garantiu a medalha de bronze na disputa da classe AU2 (atletas amputados ou com função reduzida de membro superior). Eduardo, que nasceu sem a mão direita, mostrou toda a sua habilidade e superação ao escalar 40 das agarras da parede. O brasileiro ficou atrás apenas do norueguês Isak Ripman, que conquistou a medalha de prata, e do alemão Kevin Bartke, que atingiu o topo e garantiu o ouro. Essa foi a primeira medalha de Eduardo em etapas da Copa do Mundo, mas ele já havia sido vice-campeão mundial este ano.
No sábado, o Brasil já havia comemorado a vitória de Marina Dias na final da classe RP3 (atletas com limitações de alcance, força e potência). A paulista conquistou o primeiro lugar e o ouro, após ter obtido o terceiro lugar nas etapas de Salt Lake City, nos Estados Unidos, e Innsbruck, na Áustria. Marina é um exemplo de superação e determinação, e sua vitória na Copa do Mundo é mais um motivo de orgulho para o esporte brasileiro.
A paraescalada é uma modalidade que exige muita técnica, força e resistência dos atletas. E os brasileiros têm se destacado cada vez mais nesse esporte. Além de Eduardo e Marina, outros atletas brasileiros tiveram ótimas participações na etapa de Laval, como por exemplo, Gabriel Lima, que ficou em quinto lugar na classe AU2, e Jady Oliveira, que ficou em sétimo lugar na classe RP3.
Para os amantes da paraescalada, é uma grande satisfação ver o Brasil ganhando cada vez mais espaço e reconhecimento nessa modalidade. E as conquistas na etapa de Laval são mais um passo rumo ao sucesso e à inclusão do esporte paralímpico.
Inclusive, a paraescalada estreará como modalidade paralímpica nos Jogos de Los Angeles, em 2028, nos Estados Unidos. Essa é uma grande conquista para o esporte e para os atletas que lutam diariamente para superar suas limitações e alcançar seus sonhos. No entanto, nem todas as classes da paraescalada estarão contempladas, o que é uma pena. Segundo o Comitê Paralímpico Internacional (IPC), serão oito categorias no total, quatro por gênero, reunindo atletas com deficiências visuais, de membros superiores e inferiores, alcance e potência. Infelizmente, a classe de Marina não terá disputa em 2028, mas esperamos que no futuro essa situação possa mudar e mais atletas possam ter a chance de competir nos Jogos Paralímpicos.
Para os atletas brasileiros, é uma grande honra representar o país e mostrar ao mundo todo o potencial e a dedicação dos nossos paraescaladores. E a participação na etapa de Laval só reforçou que o Brasil está no caminho certo para se tornar uma potência na paraescalada. Com apoio e investimento, nossos atletas têm tudo para conquistar ainda mais pódios e fazer história no esporte.
Parabéns aos nossos paraescaladores pela brilhante participação na etapa de Laval da Copa do Mundo de paraescalada. Que essas conquistas sirvam de inspiração






