Os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o mês de agosto de 2021 registrou a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica, que teve início em 2012. Com um índice de 5,6%, o Brasil apresenta uma melhora significativa no mercado de trabalho, o que traz esperança e otimismo para a população.
Essa queda no desemprego é reflexo das ações tomadas para enfrentar a crise econômica causada pela pandemia de COVID-19. Desde o início da pandemia, o governo tem implementado medidas para preservar empregos e auxiliar os trabalhadores e empresas afetados pela crise. Além disso, a retomada gradual das atividades econômicas também contribuiu para essa melhora nos índices de emprego.
Os dados da Pnad Contínua mostram que houve um aumento de 2,8% no número de pessoas ocupadas em relação ao mês anterior, o que representa cerca de 1,8 milhão de brasileiros que conseguiram uma vaga no mercado de trabalho. Esse é o quinto mês consecutivo em que o número de ocupados cresce no país, mostrando uma recuperação consistente.
Outro dado positivo é o aumento da população ocupada com carteira assinada, que cresceu 1,7% em agosto. Apesar de ainda estar abaixo dos níveis pré-pandemia, essa é uma sinalização de que as empresas estão voltando a contratar formalmente, o que garante mais segurança e benefícios para os trabalhadores.
Além disso, a taxa de informalidade teve queda de 1,5% em relação a julho, o que representa uma redução de 371 mil trabalhadores informais. Isso mostra que a formalização do mercado de trabalho também está se recuperando, o que é importante para garantir direitos trabalhistas e previdenciários aos trabalhadores.
O setor de serviços, que foi um dos mais afetados pela pandemia, foi o responsável por impulsionar a geração de empregos em agosto, representando 1,2 milhão de novas vagas. Esse setor inclui atividades como comércio, transporte, turismo, entre outros, que foram bastante afetados pelas restrições impostas para conter o avanço da COVID-19. Com a flexibilização das medidas, essas atividades estão se recuperando e voltando a contratar.
Outros setores que tiveram desempenho positivo foram a indústria, com 261 mil novas vagas, e a construção, com 158 mil. Esses setores também foram impactados pela pandemia, mas estão se recuperando e voltando a contratar conforme a economia vai se reaquecendo.
Os dados da Pnad Contínua também mostram uma queda no número de pessoas desalentadas, ou seja, aquelas que desistiram de procurar emprego. Essa redução é de 13,6% em relação a julho, o que representa quase 400 mil pessoas que decidiram voltar a buscar uma vaga no mercado de trabalho. Isso é um indicativo de que a confiança no mercado de trabalho está voltando e as pessoas estão retomando suas buscas por emprego.
É importante destacar que a queda no desemprego não se limita somente às grandes capitais, mas também atinge as regiões metropolitanas e o interior do país. Isso mostra que a recuperação do mercado de trabalho está sendo abrangente e alcançando diferentes regiões e setores da economia.
Sem dúvidas, esses dados são motivo de comemoração e trazem um alento para a população brasileira, que enfrentou momentos difíceis durante a pandemia






