Diogo Guillen, economista e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), tem chamado a atenção para um tema que tem gerado muita incerteza e preocupação no cenário econômico brasileiro: as tarifas impostas pelos Estados Unidos e seu impacto no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.
Desde que o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a imposição de tarifas sobre o aço e o alumínio importados, muitas dúvidas surgiram sobre como isso afetaria a economia brasileira. Afinal, o Brasil é um dos maiores exportadores desses produtos para os Estados Unidos.
De acordo com Guillen, a principal preocupação é que essas tarifas possam gerar uma guerra comercial entre os dois países, o que poderia afetar negativamente o PIB brasileiro. Isso porque, com a imposição de tarifas, os produtos brasileiros ficariam mais caros para os consumidores norte-americanos, o que poderia diminuir as exportações e, consequentemente, a produção e o crescimento econômico do Brasil.
No entanto, o economista ressalta que ainda há muita incerteza sobre como essa situação irá se desenrolar. Afinal, as tarifas ainda não entraram em vigor e há possibilidade de negociações entre os dois países para evitar uma guerra comercial.
Além disso, Guillen destaca que o Brasil possui uma economia diversificada e não depende apenas das exportações para os Estados Unidos. Portanto, mesmo que haja uma diminuição nas exportações para esse país, o impacto no PIB brasileiro pode ser minimizado por meio de outras parcerias comerciais.
Outro ponto importante levantado pelo economista é que, apesar das incertezas, a economia brasileira vem apresentando sinais de recuperação. O PIB cresceu 1% em 2017 e a expectativa é que esse crescimento se mantenha em 2018. Além disso, a inflação está controlada e a taxa de juros vem caindo, o que estimula o consumo e os investimentos no país.
Diante desse cenário, Guillen acredita que é importante manter a calma e não entrar em pânico com as possíveis consequências das tarifas dos Estados Unidos. O Brasil possui uma economia sólida e, mesmo que haja impactos negativos, o país tem condições de superá-los e continuar em crescimento.
Além disso, o economista ressalta que é importante que o governo brasileiro esteja atento e tome medidas para minimizar os possíveis impactos das tarifas. Uma delas seria buscar novos mercados para as exportações brasileiras, diversificando as parcerias comerciais e reduzindo a dependência dos Estados Unidos.
Outra medida seria estimular o mercado interno, por meio de políticas que incentivem o consumo e os investimentos no país. Isso poderia ajudar a compensar uma possível diminuição nas exportações.
Em resumo, Diogo Guillen alerta para a incerteza que as tarifas dos Estados Unidos trazem para a economia brasileira, mas também ressalta que é importante manter a confiança e acreditar na capacidade do Brasil de superar esses desafios. Com uma economia diversificada e medidas adequadas, o país tem condições de continuar em crescimento e se fortalecer cada vez mais no cenário internacional.






