O cinema brasileiro tem uma longa história de produções de qualidade, que conquistam o público nacional e internacional. E, ao longo dos anos, diversas produções brasileiras foram reconhecidas e indicadas ao maior prêmio da indústria cinematográfica: o Oscar.
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, responsável pela premiação, começou a reconhecer o cinema brasileiro em 1964, quando o filme “O Pagador de Promessas”, dirigido por Anselmo Duarte, foi indicado na categoria de Melhor Filme Estrangeiro. Desde então, o Brasil já acumula 8 indicações nessa categoria, sendo o país latino-americano com maior número de indicações ao Oscar.
Mas foi em 1995 que o cinema brasileiro conquistou sua primeira estatueta, com o documentário “O Quatrilho”, dirigido por Fábio Barreto, que levou o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro. Desde então, o Brasil já conquistou mais duas estatuetas nessa categoria, com “Central do Brasil” (1999), dirigido por Walter Salles, e “Cidade de Deus” (2004), dirigido por Fernando Meirelles.
Além das indicações na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, o cinema brasileiro também já foi reconhecido em outras categorias. Em 2004, “Cidade de Deus” recebeu quatro indicações, incluindo Melhor Diretor para Fernando Meirelles e Melhor Roteiro Adaptado para Bráulio Mantovani. Já em 2013, “O Palhaço”, dirigido por Selton Mello, foi indicado na categoria de Melhor Maquiagem.
Mas não são apenas as indicações e estatuetas que chamam a atenção no histórico do cinema brasileiro no Oscar. Algumas curiosidades também marcam a trajetória do país na premiação. Em 1985, o filme “Kiss of the Spider Woman”, dirigido pelo brasileiro Hector Babenco, foi indicado em quatro categorias, incluindo Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado. Porém, o filme não foi indicado na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, o que gerou polêmica e críticas à Academia.
Outra curiosidade é que, em 2018, o filme “Bingo: O Rei das Manhãs”, dirigido por Daniel Rezende, foi escolhido para representar o Brasil na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, mas acabou não sendo indicado. O motivo foi que o filme, apesar de ser uma produção brasileira, tinha uma coprodução com outros países, o que não se encaixava nas regras da categoria.
Além disso, o cinema brasileiro também já teve indicações ao Oscar em categorias técnicas, como Melhor Fotografia e Melhor Edição de Som. Em 2020, o documentário “Democracia em Vertigem”, dirigido por Petra Costa, foi indicado na categoria de Melhor Documentário, tornando-se o primeiro filme brasileiro a ser indicado nessa categoria.
A busca pela estatueta dourada é um grande desafio para o cinema brasileiro, mas também é uma oportunidade de mostrar ao mundo a qualidade e diversidade das produções nacionais. E, apesar de nem sempre conquistar a premiação, o Brasil tem se destacado cada vez mais no cenário internacional, com filmes que abordam temas relevantes e com uma linguagem única.
Além disso, as indicações e premiações no Oscar também trazem visibilidade e reconhecimento para os profissionais brasileiros envolvidos nas produções, como diretores, roteiristas, atores e técnicos. E, com o crescimento da indústria cinematográfica no país, é possível que em breve o Brasil conquiste mais estatuetas e se torne um grande nome no cenário do cinema mundial.
Portanto, é importante valorizar






