O Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP) anunciou que irá realizar no próximo dia 11 de fevereiro dois leilões de Obrigações do Tesouro (OT) com maturidade em 15 de junho de 2029 e 13 de junho de 2036, com um montante indicativo global entre mil milhões e 1.250 milhões.
Este é um sinal positivo para a economia portuguesa, que tem vindo a demonstrar uma trajetória sólida de recuperação nos últimos anos. Com a realização destes leilões, o IGCP pretende continuar a diversificar as fontes de financiamento do Estado e a aproveitar as condições favoráveis do mercado para obter taxas de juro mais baixas.
Este é um passo importante para o país, pois significa que Portugal continua a ser visto como um emissor de dívida de confiança pelos investidores internacionais. A estabilidade política e económica, aliada às reformas estruturais implementadas nos últimos anos, têm sido fundamentais para o aumento da confiança dos mercados financeiros no nosso país.
A OT com maturidade em 15 de junho de 2029 tem um cupão de 1,95%, enquanto a OT com maturidade em 13 de junho de 2036 tem um cupão de 3,7%. Estes valores são bastante atrativos, especialmente tendo em conta o atual cenário de taxas de juro negativas em muitos países europeus. É importante notar que o IGCP tem vindo a aproveitar as condições favoráveis do mercado para emitir dívida com maturidades mais longas, o que permite uma gestão mais eficiente do risco da dívida portuguesa.
Além disso, este leilão de OT é mais um passo na estratégia do IGCP de reduzir a dependência do financiamento externo, que representa atualmente cerca de 85% da dívida pública portuguesa. Com a realização destes leilões, o IGCP pretende continuar a aumentar a parcela da dívida financiada pelos mercados internos, o que permite uma maior autonomia e sustentabilidade para a economia portuguesa.
É importante também referir que, apesar do aumento nominal do montante indicativo global em relação ao último leilão de OT realizado pelo IGCP em dezembro de 2019, a procura por dívida portuguesa continua a ser elevada. Isto é um sinal claro da confiança dos investidores no nosso país e na sua capacidade de cumprir as suas obrigações financeiras.
Além disso, a realização destes leilões é fundamental para o cumprimento do calendário de emissões do IGCP para 2020. Com a realização destes leilões, o IGCP espera atingir o objetivo de emitir entre 14 e 16 mil milhões de euros em dívida a médio e longo prazo este ano. Este é um valor ambicioso, mas que mostra a determinação do IGCP em continuar a diversificar as fontes de financiamento do Estado e a aproveitar as oportunidades do mercado.
É importante notar que a dívida pública portuguesa tem vindo a registar uma trajetória descendente nos últimos anos, tendo atingido em 2018 o valor mais baixo desde 2012. Esta tendência é para continuar, com o Governo a prever uma redução da dívida pública para 116,2% do PIB em 2020.
No entanto, é importante manter uma perspetiva realista e continuar a trabalhar para reduzir a dívida pública de forma sustentável. O IGCP tem adotado uma estratégia cautelosa e prudente, aproveitando as condições favoráveis do mercado para obter financiamento a custos reduzidos e maturidades mais longas. Além disso, tem v






