A São Silvestre, uma das corridas mais tradicionais do Brasil e do mundo, completou sua centésima edição em grande estilo. E, mais uma vez, a brasileira Nubia de Oliveira brilhou ao alcançar o terceiro lugar entre as mulheres, repetindo seu feito do ano anterior. Em um cenário de adversidades e incertezas, ela mostrou perseverança e garra para conquistar mais uma vez um lugar no pódio.
A prova, que acontece todos os anos no último dia do ano, reuniu mais de 35 mil corredores, entre profissionais e amadores, em suas ruas de São Paulo. Entre eles, estavam os principais nomes do atletismo mundial. E, entre as mulheres, destaque para a presença de atletas africanas, que dominaram o topo do pódio nos últimos anos.
Mas a brasileira Nubia de Oliveira, de 39 anos, não deixou se abalar pela forte concorrência. Com determinação e foco, ela iniciou a corrida com um ritmo forte, sempre mantendo-se próxima das líderes. E, após 15 quilômetros de prova, ela assumiu o terceiro lugar, posição que manteve até o final. Com o tempo de 52 minutos e 42 segundos, Nubia garantiu mais uma vez um lugar de destaque entre as melhores atletas do mundo.
A vencedora da corrida, a tanzaniana Sisilia Ginoka Panga, foi a grande surpresa da competição. Esta foi sua primeira participação na São Silvestre e ela superou todas as expectativas ao liderar a prova desde seu início, mantendo sempre uma grande distância das demais corredoras. Com o tempo de 51 minutos e 09 segundos, ela cruzou a linha de chegada comemorando a tão sonhada vitória.
Na segunda colocação ficou a queniana Cynthia Chemweno, que também repetiu seu feito do ano anterior. Com o tempo de 52 minutos e 30 segundos, ela ficou atrás apenas de Sisilia e à frente da brasileira Nubia de Oliveira. Já o quarto lugar ficou com a peruana Gladys Tejeda Pucuhuaranga, e a quinta posição foi conquistada pela queniana Vivian Jeftanui Kiplagati.
O desempenho de Nubia de Oliveira, mais uma vez, levantou discussões sobre a presença das mulheres no esporte. Relembrou-se que, há quase 20 anos, uma atleta brasileira não conquista o primeiro lugar na São Silvestre. A última vez foi em 2006, com Lucélia Peres. Apesar disso, nos últimos anos, vem crescendo o número de mulheres participantes da corrida, demonstrando que, mesmo em um ambiente majoritariamente masculino, elas podem alcançar grandes feitos e conquistar seu lugar no pódio.
Além disso, Nubia de Oliveira representa não só as mulheres, mas também a força e a perseverança do povo brasileiro. Em um momento de incertezas e dificuldades, ela mostrou que é possível superar obstáculos e alcançar o sucesso. Sua história de vida e sua dedicação ao esporte são inspirações para todos aqueles que buscam alcançar seus sonhos.
Nubia de Oliveira, que é de Jacareí, no interior de São Paulo, começou a correr aos 13 anos de idade, incentivada por seu irmão mais velho. Desde então, o esporte se tornou uma paixão em sua vida. Porém, nem tudo foram flores em sua trajetória. Em 2014, ela sofreu um grave acidente de carro, que quase a deixou paraplégica. Após meses de recuperação, voltou a correr e, em 2016, participou pela primeira vez da São Silvestre, conquistando um honroso quinto lugar. Desde então, não






