No episódio mais recente do programa “Para Bom Entendedor”, três especialistas renomados se reuniram para esclarecer conceitos fundamentais do mercado financeiro: Lurdes Gramaxo, da Investors Portugal, Stephan de Moraes, da APCRI – Associação Portuguesa de Capital de Risco, e Carla Rodrigues Mãe, da CMVM.
O tema abordado foi o mercado de private equity e venture capital, duas modalidades de investimento que têm ganhado destaque nos últimos anos. E, com a presença desses profissionais tão experientes, ficou ainda mais fácil entender as diferenças e possibilidades que esses tipos de investimento oferecem.
Para começar, é importante esclarecer que tanto o private equity quanto o venture capital são formas de investimento de longo prazo em empresas. No entanto, existem algumas particularidades que os diferenciam.
O private equity é um tipo de investimento feito por empresas ou investidores que compram participações em companhias já estabelecidas e que estão em busca de um crescimento mais estruturado e acelerado. Geralmente, essas empresas já têm uma posição consolidada no mercado e, por isso, há menos riscos envolvidos.
Por outro lado, o venture capital é um investimento feito em empresas que ainda estão em estágio inicial, com um alto potencial de crescimento, mas também com mais riscos. Nesse caso, os investidores esperam um retorno maior pelo risco assumido, já que essas empresas ainda não têm uma posição consolidada no mercado.
Ambos os tipos de investimento são considerados de longo prazo, com um período médio de retorno de cinco a dez anos, e geralmente envolvem grandes quantias de dinheiro. Além disso, tanto o private equity quanto o venture capital são feitos por investidores profissionais que possuem conhecimento e experiência no mercado financeiro.
No entanto, é importante ressaltar que esses tipos de investimento não estão disponíveis para o público em geral. Eles são acessíveis apenas para investidores qualificados e institucionais, que possuem um alto grau de conhecimento e uma carteira de investimentos diversificada.
Durante o programa, os especialistas também abordaram as diferenças entre o private equity e o venture capital em relação à forma de atuação dos investidores. Enquanto o private equity é mais focado em companhias já estabelecidas e com um histórico de lucratividade, o venture capital geralmente é direcionado para startups ou empresas em estágio inicial, que ainda estão em busca de um modelo de negócio sólido.
Outro ponto importante discutido durante o programa foi o papel do investidor no crescimento das empresas. No caso do private equity, os investidores geralmente possuem uma participação majoritária na empresa e, por isso, têm um papel ativo na tomada de decisões estratégicas e na gestão da companhia. Já no venture capital, os investidores possuem uma participação menor na empresa, mas ainda assim desempenham um papel importante na orientação e no aconselhamento dos empreendedores.
Além disso, os especialistas também destacaram a necessidade de uma relação de confiança entre investidores e empreendedores para que as parcerias sejam bem-sucedidas. Em ambos os casos, é fundamental que haja uma troca de informações transparente e uma visão compartilhada sobre os objetivos de crescimento da empresa.
É importante ressaltar que, apesar de serem modalidades de investimento diferentes, tanto o private equity quanto o venture capital têm um papel importante no desenvolvimento econômico e na geração de empregos. Essas formas de investimento permitem que empresas inovadoras possam crescer e se desenvolver, contribuindo para o avanço da economia.
Por fim, os especialistas enfatizaram a importância de os empreendedores estarem preparados e bem informados antes de buscar investimentos em private equity ou venture capital.






