A conquista do tetracampeonato da atleta paralímpica potiguar Thalita Simplício nos 400 metros T11 (deficiência visual) foi o grande destaque do Brasil no Mundial de Atletismo Paralímpico, que está sendo realizado em Nova Déli, na Índia. Com uma trajetória de superação e determinação, Thalita conquistou mais uma vez o lugar mais alto do pódio e mostrou ao mundo o poder do esporte como ferramenta de inclusão e superação.
Nascida com glaucoma, Thalita já havia conquistado o ouro na mesma prova em três edições anteriores do Mundial, em Kobe 2024, Paris 2023 e Dubai 2019. Mas, para ela, a medalha não é apenas um símbolo de vitória, mas também uma forma de mostrar sua força e resiliência diante dos desafios que enfrenta. Em entrevista após a corrida, a atleta afirmou: “Para quem me acompanha de perto, sabe que não só a medalha, mas o fato de estar aqui já diz muita coisa sobre o meu caráter. Esse ano está bem difícil mentalmente. Agora, até 2028, tenho um tempo para colocar a ‘caixinha’ em ordem. Está bem desorganizada. Eu preciso de férias. A medalha vai servir para organizar o que está bagunçado”.
A conquista de Thalita é mais uma prova de que o esporte paralímpico brasileiro está em constante evolução e se destacando cada vez mais no cenário mundial. Além do ouro nos 400 metros T11, o Brasil também somou mais duas pratas nesta segunda-feira, com a potiguar Maria Clara Augusto nos 100 metros T47 (deficiência nos membros superiores) e com o paulista André Rocha no lançamento de disco F52 (que competem sentados).
Com essas três medalhas, a delegação brasileira segue na briga pela liderança do quadro geral de medalhas com a China, que também tem 13 pódios no total (quatro ouros, sete pratas e três bronzes). Essa disputa acirrada mostra o quanto o Brasil tem se destacado no esporte paralímpico e o quanto nossos atletas estão se dedicando e se superando a cada competição.
Além do sucesso no Mundial de Atletismo Paralímpico, o Brasil também vem obtendo excelentes resultados em outras modalidades esportivas. No segundo dia de competições, a delegação brasileira conquistou seis medalhas, sendo duas de ouro, duas de prata e duas de bronze. E no Mundial de Natação Paralímpica, encerrado recentemente, o Brasil fechou sua participação com mais três medalhas, totalizando 19 pódios no total.
Esses resultados são fruto de um trabalho árduo e dedicado dos atletas, comissão técnica e de todo o apoio e investimento que o esporte paralímpico vem recebendo no Brasil. O país tem se destacado cada vez mais nas competições internacionais e conquistado um lugar de destaque no cenário esportivo mundial. E isso é motivo de orgulho para todos nós, brasileiros.
Além disso, o sucesso dos atletas paralímpicos brasileiros é uma inspiração para todos, mostrando que não há limites para aqueles que têm força de vontade e determinação. Thalita Simplício é um exemplo de superação e de como o esporte pode transformar vidas. Sua história é um incentivo para que outras pessoas com deficiência também se envolvam com o esporte e descubram suas habilidades e potencialidades.
O Brasil tem muito a comemorar com a conquista do tetracampeonato de Thalita Simplício e com o desempenho de toda a






