O segundo dia de provas do Mundial de atletismo paralímpico em Nova Déli, na Índia, foi mais uma vez marcado por grandes conquistas para o Brasil. No último domingo (28), a delegação brasileira somou mais seis pódios, consolidando sua liderança no quadro geral de medalhas da competição.
O grande destaque do dia foi a vitória de Ricardo Mendonça nos 100 metros classe T37, destinada a atletas com paralisia cerebral. Com um tempo de 11s16, o brasileiro conquistou seu terceiro título mundial consecutivo na prova, acompanhado de perto por seu compatriota Christian Gabriel, que ficou com a medalha de prata ao cruzar a linha de chegada em 11s23.
Mas não foi apenas Ricardo que brilhou no Mundial. Outras cinco medalhas foram conquistadas pelos atletas brasileiros no segundo dia de competições. Rayane Soares levou a prata nos 100m T13 (destinada a atletas com deficiência visual), João Matos Cunha conquistou a prata nos 400m T72 (petra), Kesley Teodoro ficou com o bronze nos 100m T12 (deficiência visual) e Edileusa dos Santos garantiu mais um bronze nos 400m T72 (petra).
Falando em Edileusa, vale destacar a reviravolta que aconteceu em sua prova. Inicialmente, ela havia terminado na quarta colocação, mas acabou subindo ao pódio após a desclassificação da espanhola Judith Vila, que invadiu a raia ao lado. Uma lição importante de persistência e superação para todos nós.
É impossível não se orgulhar da performance dos atletas brasileiros no Mundial de atletismo paralímpico. Com 10 medalhas conquistadas até o momento, sendo três de ouro, cinco de prata e duas de bronze, o Brasil é o país com o maior número de pódios na competição. Um feito extraordinário, que demonstra a força e o talento dos nossos atletas paralímpicos.
Mas para além das medalhas, o que realmente importa é o exemplo e a inspiração que esses atletas nos proporcionam. Eles são a prova viva de que limitações físicas não são barreiras intransponíveis, mas desafios a serem superados com determinação, foco e muita garra. São verdadeiros heróis, que nos ensinam a nunca desistir de nossos sonhos e objetivos.
A importância do esporte adaptado vai além das conquistas e recordes. Ele é uma ferramenta poderosa de inclusão e empoderamento para as pessoas com deficiência. Ao mostrar ao mundo suas habilidades e superações, os atletas paralímpicos quebram estereótipos e preconceitos, abrindo caminho para uma sociedade mais igualitária e inclusiva.
E é por isso que é tão importante valorizar e apoiar o esporte paralímpico. Através de iniciativas como o Mundial de atletismo, podemos promover a visibilidade e o reconhecimento dos atletas com deficiência, incentivando a prática esportiva e criando oportunidades para que mais pessoas possam desenvolver seu potencial.
Diante de tantas conquistas e histórias inspiradoras, fica o convite para que todos nós nos envolvamos e acompanhemos o Mundial de atletismo paralímpico em Nova Déli. Não apenas como espectadores, mas também como torcedores e apoiadores desses verdadeiros guerreiros. E que esses exemplos de superação e determinação nos inspirem a lutar por nossos próprios sonhos, sem nunca desistir ou nos deixar abater por obstáculos.
Parabéns aos atletas brasileiros e a todos os participantes do Mundial de at






