No último domingo, dia 14 de fevereiro, o clássico entre Vasco e Flamengo foi marcado por uma iniciativa inédita e emocionante. Cada um dos 11 titulares e o técnico Fábio Carille entraram em campo com um patch exclusivo das 12 escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Essa ação, além de ser uma homenagem às agremiações que fazem parte da cultura carioca, também teve como objetivo promover a união e a diversidade entre os jogadores.
A ideia surgiu de uma parceria entre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (LIESA). A intenção era mostrar que, apesar das rivalidades dentro de campo, os jogadores também são unidos por outras paixões, como a música e a cultura popular. E nada melhor do que as escolas de samba, que são símbolos da identidade e da alegria do povo brasileiro, para representar essa união.
Cada patch trazia o nome e o símbolo de uma escola de samba diferente, sendo elas: Acadêmicos do Grande Rio, Acadêmicos do Salgueiro, Beija-Flor de Nilópolis, Estação Primeira de Mangueira, Imperatriz Leopoldinense, Mocidade Independente de Padre Miguel, Paraíso do Tuiuti, Portela, São Clemente, Unidos da Tijuca, União da Ilha do Governador e Vila Isabel. Além disso, o patch também trazia a frase “Somos todos sambistas”, reforçando a mensagem de união e respeito entre as diferentes agremiações.
Essa iniciativa foi muito bem recebida pelos jogadores e pela torcida, que puderam ver seus ídolos vestindo as cores e símbolos das escolas de samba que tanto admiram. Além disso, foi uma forma de promover e valorizar a cultura popular brasileira, que muitas vezes é deixada de lado em meio ao futebol. E não é à toa que o Brasil é conhecido como o país do futebol e do samba, duas paixões que se complementam e fazem parte da identidade nacional.
O técnico Fábio Carille também entrou na onda e vestiu o patch da escola de samba de sua cidade natal, a Paraíso do Tuiuti. Em entrevista, ele afirmou que ficou muito feliz com a iniciativa e que é importante mostrar que, além do futebol, os jogadores também têm outras paixões e interesses. “É uma forma de mostrar que somos todos iguais, independentemente de onde viemos ou de qual time torcemos”, disse o treinador.
Além disso, a ação também teve um caráter social, já que os patches utilizados pelos jogadores serão leiloados e o valor arrecadado será destinado às escolas de samba do Rio de Janeiro, que foram muito afetadas pela pandemia do coronavírus. Com os desfiles cancelados em 2020 e sem previsão para acontecer em 2021, as agremiações estão enfrentando dificuldades financeiras e essa iniciativa pode ajudar a minimizar os impactos dessa crise.
O clássico entre Vasco e Flamengo terminou empatado em 2 a 2, mas o que ficou marcado mesmo foi a iniciativa dos jogadores em usar os patches das escolas de samba. Essa ação mostrou que, além da rivalidade dentro de campo, é possível promover a união e o respeito entre os jogadores e as diferentes torcidas. E que o futebol, assim como o samba, é uma paixão que une e emociona milhões de brasileiros.
Em tempos difíceis como os que estamos vivendo,






